Ensino à Distância é assunto polêmico nos debates sobre ensino de engenharia

O Ensino à Distância (EAD) foi o assunto mais polêmicos dentro da discussão do grupo de trabalho que abordou o subtema “O ensino de Engenharia”, na tarde desta quinta-feira (7), no 11º Consenge. A diretora do Senge Pernambuco, Eloisa Bastos Amorim de Moraes, coordenou a mesa de debates. Para ela, o EAD é polêmico dentro da engenharia por ser um curso essencialmente prático e que necessita da presença do aluno junto ao professor para que haja debate e melhor compreensão da matéria. “A área da medicina e a OAB se posicionaram contrárias aos cursos à distância para as suas categorias. A Engenharia não se pronunciou e, por isso, estamos com vários cursos à distância em andamento na área, o que é uma irresponsabilidade do Conselho. A Fisenge tem a obrigação de repudiar essa modalidade de ensino”.

Os engenheiros e engenheiras retiraram nove propostas que irão ser levadas para debate na plenária final do 11º Consenge. O grupo de Trabalho sobre O ensino de Engenharia é subtema do Tema 1- Proteção Social e Trabalho, que foi coordenado pelos Senges da Bahia, Rio de Janeiro e Rondônia e contou com a contribuição dos Senges do Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e Sergipe.

O ensino da Engenharia deve estar constantemente em debate no meio sindical, para O diretor do Senge Rio de Janeiro, Marco Antônio Barbosa. “Nada como o Sindicato de Engenheiros discutir este problema, afinal de contas, nós não somos engenheiros? Nós não estamos envolvidos nesta discussão? Isto também não é um problema dos Sindicatos? Isto também não é um problema do sindicalismo brasileiro?”

Texto e foto: Carol Diamante

Revisão: Ednubia Ghisi