Na semana em que os atos golpistas do 08 de janeiro completam dois anos, a atriz Fernanda Torres recebe o Globo de Ouro de melhor atriz, pela sua atuação no filme Ainda Estou Aqui, que conta a história da família Paiva, que em 1971, com o endurecimento da ditadura militar, enfrentou o desaparecimento e assassinato de Rubens Paiva, engenheiro civil e político brasileiro.
Em 23 de novembro do ano passado, lotamos uma sala de cinema com a exibição do filme no Cine Senge. Cinemas no país inteiro estavam lotados refletindo, assim, o interesse da população pelo que ocorreu na ditadura e a importância da preservação da memória e da reparação às vítimas e às famílias pelos crimes cometidos no período.
Somados aos atos do dia 08 de janeiro de 2023, as reflexões e a repercussão do filme nos deixam claro uma questão: nossa democracia ainda é muito frágil e precisamos permanecer em alerta. As heranças do passado ditatorial ainda estão enraizadas na dinâmica social brasileira, de um lado lutamos para que nunca esqueçamos aquele período tão devastador, do outro lado estão os que negam a existência da ditadura e ignoram os impactos negativos daquele período para várias famílias e para a democracia brasileira.
Um passado marcado por anos de repressão, censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição aos opositores do regime. Um presente marcado por incertezas, tentativas de golpes, fascismo, perseguições, fake news, manipulação de informações e desigualdade social. Muitas lutas temos pra travar, mas preservar as memórias e lutar para que não se repitam deve ser nosso mantra e nossa meta para os próximos anos de luta.
Vamos juntos! Lembrar pra não esquecer. Anistia não!







