Trabalhadores enfrentam inflação alta e reajustes baixos, diz Dieese

Pressão inflacionária, reajustes salariais insuficientes e relações de trabalho precárias, num cenário que ainda é de grande desemprego, formam a síntese da conjuntura atual, de acordo com o Boletim Especial produzido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) para o Dia do Trabalhador, celebrado neste 1º de maio de 2022. 

“Além dos resquícios da devastação provocada pela pandemia, que deixou um saldo de centenas de milhares de mortes por covid, muitas evitáveis, o país enfrenta crescente inflação, os impactos da guerra na Ucrânia na economia internacional e a inação de um governo mais preocupado em agradar as bases políticas do que em dar respostas concretas para os problemas da população”, afirma o boletim. 

Segundo os dados analisados pelo Dieese, após mais de dois anos de pandemia, o mercado de trabalho volta a mostrar sinais de recuperação, com novas vagas sendo abertas todos os meses e queda no nível do desemprego, mas em ritmo lento. 

“Desde meados de 2020, a inflação sobe mês a mês, quase ininterruptamente”, alerta oboletim. “Em março de 2022, o INPC-IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegou a quase 12% ao ano. A queda no poder de compra dos trabalhadores é agravada porque os preços dos produtos da cesta básica subiram ainda mais do que a inflação geral. Desde o começo da pandemia, o custo do conjunto de alimentos básicos teve acréscimo de R$ 243,00 em São Paulo, aumento de 47% entre março de 2020 e março de 2022.”

Produtos básicos como óleo, café e tomate mais do que dobraram de preço entre 2020 e 2022, informa ainda a publicação. O preço médio de um botijão de gás passou de  R$ 70,00, no início de 2020,  para R$ 109,00 em março de 2022, uma alta de 57% em dois anos. “Essa elevação tem obrigado muitos brasileiros a procurarem combustíveis alternativos e, muitas vezes, perigosos, como lenha e álcool. O alto preço da carne também levou a uma mudança nos pratos dos brasileiros. Em 2021, o consumo de carne no Brasil foi o menor dos últimos 25 anos.” 

Reajustes salariais 
Nesse quadro, em abril de 2022, os salários deveriam ter sido reajustados em 11,7% para compensar as perdas inflacionárias dos 12 meses anteriores. Mas o total de reajustes abaixo da inflação cresceu de 23,7%, em 2019, para 47,3%, em 2021. No último ano, apenas 15,6% alcançaram ganhos reais. “Nessa conjuntura de baixo crescimento econômico, lenta recuperação do mercado de trabalho, perda de poder de compra das famílias e rebaixamento salarial, as entidades sindicais são instrumentos essenciais na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores”, ressalta o Dieese. “A atuação dessas organizações na ampliação dos direitos individuais e coletivos é fundamental na árdua batalha por uma sociedade maisjusta e democrática.”

Clique nos links abaixo para ler oBoletim Especial de 1º de maio do Dieese

Foto: Ato unificado 1º de maio de 2022, São Paulo (SP)/Roberto Parizotti (Sapão)/CUT 

Fonte: Senge-RJ

Pressão inflacionária, reajustes salariais insuficientes e relações de trabalho precárias, num cenário que ainda é de grande desemprego, formam a síntese da conjuntura atual, de acordo com o Boletim Especial produzido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) para o Dia do Trabalhador, celebrado neste 1º de maio de 2022. 

“Além dos resquícios da devastação provocada pela pandemia, que deixou um saldo de centenas de milhares de mortes por covid, muitas evitáveis, o país enfrenta crescente inflação, os impactos da guerra na Ucrânia na economia internacional e a inação de um governo mais preocupado em agradar as bases políticas do que em dar respostas concretas para os problemas da população”, afirma o boletim. 

Segundo os dados analisados pelo Dieese, após mais de dois anos de pandemia, o mercado de trabalho volta a mostrar sinais de recuperação, com novas vagas sendo abertas todos os meses e queda no nível do desemprego, mas em ritmo lento. 

“Desde meados de 2020, a inflação sobe mês a mês, quase ininterruptamente”, alerta oboletim. “Em março de 2022, o INPC-IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegou a quase 12% ao ano. A queda no poder de compra dos trabalhadores é agravada porque os preços dos produtos da cesta básica subiram ainda mais do que a inflação geral. Desde o começo da pandemia, o custo do conjunto de alimentos básicos teve acréscimo de R$ 243,00 em São Paulo, aumento de 47% entre março de 2020 e março de 2022.”

Produtos básicos como óleo, café e tomate mais do que dobraram de preço entre 2020 e 2022, informa ainda a publicação. O preço médio de um botijão de gás passou de  R$ 70,00, no início de 2020,  para R$ 109,00 em março de 2022, uma alta de 57% em dois anos. “Essa elevação tem obrigado muitos brasileiros a procurarem combustíveis alternativos e, muitas vezes, perigosos, como lenha e álcool. O alto preço da carne também levou a uma mudança nos pratos dos brasileiros. Em 2021, o consumo de carne no Brasil foi o menor dos últimos 25 anos.” 

Reajustes salariais 
Nesse quadro, em abril de 2022, os salários deveriam ter sido reajustados em 11,7% para compensar as perdas inflacionárias dos 12 meses anteriores. Mas o total de reajustes abaixo da inflação cresceu de 23,7%, em 2019, para 47,3%, em 2021. No último ano, apenas 15,6% alcançaram ganhos reais. “Nessa conjuntura de baixo crescimento econômico, lenta recuperação do mercado de trabalho, perda de poder de compra das famílias e rebaixamento salarial, as entidades sindicais são instrumentos essenciais na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores”, ressalta o Dieese. “A atuação dessas organizações na ampliação dos direitos individuais e coletivos é fundamental na árdua batalha por uma sociedade maisjusta e democrática.”

Clique nos links abaixo para ler oBoletim Especial de 1º de maio do Dieese

Foto: Ato unificado 1º de maio de 2022, São Paulo (SP)/Roberto Parizotti (Sapão)/CUT 

Fonte: Senge-RJ