Um 2022 de resistência e combate para todas e todos

Finalmente, chegamos ao fim de 2021.  A sensação mais intensa entre nós é o da sobrevivência. Estamos sobrevivendo à pandemia da Covid 19, que se arrasta há quase dois anos, como também a uma quantidade imensa de ataques aos nossos direitos enquanto classe trabalhadora, a um caos econômico e a um governo genocida, seguindo com o desmonte de nosso país.

2021 foi o ano mais tenebroso para a classe trabalhadora e para o movimento sindical. Mas, o enfrentamos com muita resistência e muita luta. Não saímos das trincheiras, participamos de todas as mobilizações contra o governo Bolsonaro e seu projeto de destruição do Brasil, combatemos os negacionismos criminosos do atual presidente, defendemos a vida, a vacina e o respeito aos protocolos sanitários, lutamos contra o desmonte das estatais, como a Eletrobras e a Chesf, defendemos a engenharia e o nosso Salário Mínimo Profissional, que esteve ameaçado. Participamos, ainda, de diversas negociações coletivas, defendendo os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores e melhores condições de trabalho para todas e todos, principalmente no que se refere à prevenção contra a Covid-19.

Não há sobrevivência sem luta, sem trabalho e sem dedicação. E encerramos este ano, mesmo diante das limitações impostas, seja pela pandemia, seja pelas atrocidades aprovadas pelo atual governo, com a sensação de dever cumprido. As perdas foram profundas, e muitas irreparáveis, mas a luta, apesar de árdua, permitiu conquistas fundamentais para frear o retrocesso, como a MP 1045, da carteira verde e amarela, que foi rejeitada e arquivada, a não privatização dos Correios, da Petrobras, da Caixa e do Banco do Brasil e a manutenção da Lei 4950-A, do Salário Mínimo Profissional das engenheiras e dos engenheiros, entre outras categorias.

Seguimos com uma certeza: vamos precisar ser bem mais combativos para encerrar de uma vez por todas essa tragédia brasileira. 2022 será um ano decisivo, as eleições nos trazem a esperança de dias melhores, de respiro, de alívio para toda a classe trabalhadora. O caos que estamos vivendo não acabará enquanto Bolsonaro for o presidente do nosso país, a retomada econômica não será possível sem elegermos Luís Inácio Lula da Silva, mais uma vez, nosso presidente.

Por comida na mesa de todas e todos os brasileiros, por emprego decente, pela soberania nacional, conclamamos, mais uma vez, todas as engenheiras e todos os engenheiros de Pernambuco, para ocupar espaços: ruas, internet, redes sociais, e gritar: BASTA e lutar por um país onde as pessoas possam ser felizes de novo.

Que 2022 cada uma e cada um tenha muita saúde e disposição para fazer diferença e que venham as conquistas que o povo brasileiro merece e espera.

Mozart Bandeira Arnaud

Presidente do Senge-PE